sábado, 1 de março de 2008

Orvalho de Vinho*

Orvalho de Vinho

Ela parecia tão sozinha.
Já era tarde, já era dia.
E escorada no carro, meia-face de volúpia...
Olha para o espelho, aquela carinha perfeita refletindo o envelhecendo...
Ela parecia sorrir.
E sorria. Sorrira.
Breves segundos, diferentes mundos...
E a meia-luz do quarto, o brilho no assoalho...
Cena de filme nunca rodado...
Salto 15, pilares frágeis e trêmulos sustentando o corpoque agachara, revelando o não-vestido pressuposto...
Longas garras vinho-sangue, tintura no pequeno cálica de licor de pêssego...
Pousa no chão, pilar inseguro da perdição.
E novos ventos, velho horizonte de raio de luz...
E assim, o focar no cálice em si, brilhante como o diamente...
O diamante que estraçalha ao simples olhar sexual...
O diamante que cega o olhar no espelho...
Banal...

(Lady Bel Nephtuny)*

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