segunda-feira, 17 de março de 2008

Sempre a Deus

Sempre a Deus

Demasiado distante de Casa
Ando por extender-te minha mão...
Demasiado frio sente minha Alma
Por não forças mais possuir
A desenlaçar as raízes
Que teu medo de ti em mim
Arraiga às pedras que não são,
Nunca foram,
Nem nunca serão o caminho
Mais sublime que o próprio
Rio que suplanta nosso ser...
Quantas dores tem meu coração
Carregado por esse Vale
Ao sentir-te tão em Azul
Consagrando cinzas
Que não abrigam
O Infinito que possuis...
Este rio, que somos, Meu Amor,
Não pode afogar-te!...
Nosso destino de felicidade
É ser-mos com o Mar um Dia...
E durante os dias que nos rumam
A esse econtro Além,
Podemos sim viver o rio que alimenta o verde,
Que entende animais, que emoldura
As pedras em seus sons de silêncio...
Esse rio, Meu Amor, congela no agora meus pés,
ois que o olhas de frente, parada,
E ele não te quer em represa!
Quer-te fluindo em curso de Movimento...
Assim... Estilo Amor mesmo...
E também parado,
O tenho enfrentado de peito nu,
Porque espero-te vir em água me abraçar...
Mas não sou mais pedra...
Minha vida é alcançar o Mar contigo...
Com o amparo da tua mão,
Novamente, dentro do Eterno do Tempo,
A natureza nos protejerá...
Não te afogue nas pedras
Se em água te amo tanto...
Vem!...
Te Solta!...
Permita nosso presente viver!
Permita nosso Amor fluir
Com essas águas...
Sei-te flor demais
Prá não crer-te meu Jardim...
Sei-me água impura
Assim não sendo meu fim.

(Saturno)
Jesus Guide Us

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